Design Thinking

Aprenda a investigar problemas, compreender as pessoas e testar ideias antes de investir em uma solução. Conheça aplicações do Design Thinking e caminhos de formação para desenvolver essa competência.

O que é Design Thinking?

Design Thinking é uma abordagem para compreender problemas e desenvolver soluções considerando as pessoas, o contexto e as possibilidades de implementação. Combina investigação, colaboração, experimentação e aprendizagem ao longo do processo.

Sua aplicação começa por reconhecer que uma demanda pode trazer uma solução presumida. “Precisamos de um aplicativo” é diferente de explicar qual dificuldade as pessoas enfrentam e o que precisa melhorar.

Ao investigar essa dificuldade, a equipe pode descobrir que a resposta envolve comunicação, regras, atendimento, tecnologia ou uma combinação desses elementos. O propósito é ampliar a compreensão do problema e testar alternativas com critério.

Quando o Design Thinking pode ajudar?

A abordagem é útil quando existe incerteza sobre necessidades, experiências ou soluções. Pode apoiar a criação de produtos, a melhoria de serviços e a revisão de processos que afetam diferentes públicos.

Algumas situações comuns são:

  • Clientes abandonam um cadastro e a equipe não sabe por quê.
  • Um serviço recebe reclamações, mas os relatórios mostram apenas etapas internas.
  • Pessoas deixam de utilizar uma funcionalidade que parecia importante.
  • Diferentes áreas discordam sobre o problema que precisa ser resolvido.
  • Uma organização quer experimentar uma proposta antes de construir a solução completa.

A escolha da abordagem deve considerar o desafio. Problemas operacionais conhecidos também podem exigir análise de causa, correção técnica e gestão do processo. Nem toda dificuldade precisa de uma oficina de ideação.

Como funciona o processo de Design Thinking?

Existem diferentes modelos de aplicação. Uma organização bastante difundida utiliza os movimentos de compreender as pessoas, definir o problema, gerar ideias, prototipar e testar.

Esses movimentos não formam uma sequência rígida. Um teste pode revelar uma necessidade ignorada e levar a equipe a investigar novamente o problema.

Compreender as pessoas e o contexto

Investigue como as pessoas realizam suas atividades, quais dificuldades enfrentam e o que esperam alcançar. Entrevistas, observação e análise de atendimentos podem trazer evidências complementares.

Ouvir exige cuidado com perguntas que induzem respostas. Em vez de perguntar se o cliente gostaria de um aplicativo moderno, procure entender como ele resolve a situação hoje e em quais momentos encontra obstáculos.

Definir o problema

Organize as evidências e formule um desafio delimitado. Uma boa definição explicita quem enfrenta a dificuldade, em qual contexto e qual resultado precisa melhorar.

“Melhorar a experiência” é amplo. “Ajudar o cliente a identificar os documentos necessários antes de iniciar a solicitação” oferece uma direção mais concreta para a investigação e os testes.

Gerar e selecionar ideias

Explore diferentes possibilidades antes de escolher uma solução. A colaboração entre pessoas com experiências distintas pode ampliar as alternativas consideradas.

Depois da geração, compare as ideias por critérios explícitos: relevância para a necessidade, viabilidade de implementação, recursos disponíveis, riscos e condições de sustentação. Popularidade em uma votação é um sinal de preferência, não uma prova de valor.

Prototipar

Construa uma representação suficiente para investigar uma hipótese. O protótipo pode ser um roteiro de atendimento, uma tela em papel, uma simulação ou uma versão navegável.

A fidelidade depende da pergunta que você quer responder. Se a dúvida está na compreensão de uma instrução, um material simples pode trazer aprendizado antes da construção de um sistema.

Testar e aprender

Observe pessoas interagindo com a proposta e registre o que acontece. Defina previamente o que deseja aprender e quais sinais ajudarão a avaliar a hipótese.

Elogios são diferentes de conseguir concluir uma tarefa. Considere dificuldades, hesitações, erros e condições do teste. Os resultados orientam decisões sobre ajustes e novos experimentos; não demonstram automaticamente que a solução funcionará em qualquer contexto.

Entenda melhor com o CTA Cast

Na playlist abaixo você encontra podcasts criados para fixar conteúdo de sala de aula para nossos alunos de Pós-graduação em Engenharia de Software.

Exemplo prático: reduzir o abandono de uma solicitação de crédito

Uma instituição financeira percebe que clientes iniciam uma solicitação de crédito e não a concluem. A primeira ideia é enviar mais lembretes.

Ao investigar a experiência, a equipe encontra clientes que não compreendem os documentos exigidos, têm dúvidas sobre as condições e receiam avançar sem saber se estão assumindo um compromisso.

O desafio pode ser reformulado: como ajudar o cliente a entender os requisitos e as etapas antes de iniciar o processo?

Entre as alternativas estão uma lista de documentos mais clara, uma explicação do que acontece em cada etapa e um canal de esclarecimento. A equipe pode prototipar esse percurso e testar se as pessoas compreendem as informações e conseguem prosseguir.

O acompanhamento deve considerar conclusão da tarefa, dúvidas, erros e entendimento das condições. Em um serviço financeiro, aumentar a conversão sem melhorar a compreensão pode criar outro problema. A experiência precisa respeitar os requisitos do serviço e a autonomia do cliente.

Ferramentas que ajudam a investigar e organizar ideias

Mapa de empatia

Ajuda a organizar observações e hipóteses sobre um público. Sua utilidade depende das evidências que o alimentam. Preencher um quadro com suposições da equipe não substitui conversar com as pessoas.

Jornada do cliente

Representa etapas, interações e dificuldades ao longo de uma experiência. Pode revelar problemas entre canais ou áreas que não aparecem quando cada setor observa apenas sua própria atividade.

Formulação de desafios

Perguntas como “Como poderíamos…?” ajudam a explorar possibilidades. O desafio deve abrir espaço para alternativas sem perder o problema, o público e as restrições identificadas.

Priorização de ideias

Matrizes de valor e esforço podem apoiar comparações iniciais. Torne explícitos os critérios e as incertezas: uma nota atribuída pela equipe não equivale a uma medição comprovada.

Design Thinking, Design Sprint, Lean e MVP

Design Thinking oferece uma abordagem ampla de investigação e desenvolvimento de soluções. Design Sprint organiza atividades de exploração, decisão, prototipação e teste em um período delimitado, com diferentes adaptações possíveis.

Lean contribui com o foco em valor, aprendizagem e redução de desperdícios. Conheça o guia de Lean da CTA para compreender essa relação.

Um MVP é uma versão mínima de um produto concebida para obter aprendizagem relevante sobre hipóteses, com o público e o contexto de uso definidos. Não é apenas um conjunto aleatório de poucas funcionalidades nem dispensa requisitos essenciais de segurança e funcionamento.

Um protótipo pode ajudar a investigar uma interação antes de construir um produto. O tipo de experimento depende da hipótese: nem toda pergunta pode ser respondida por uma tela simulada.

Aprenda mais no CTACast

CTA Cast é o podcast de conteúdos temáticos preparados para complementar o aprendizado dos nossos alunos. A playlist abaixo traz tópicos da disciplina ‘Transformação Digital’ do MBA em Inteligência Artificial e Data Science aplicadas a negócios, onde ensinamos conceitos e técnicas de design thinking para inovação e criação de soluções tecnológicas.

Como começar a aplicar Design Thinking?

Escolha uma experiência delimitada e organize a investigação antes de reunir a equipe para propor soluções.

  • Defina o público e a situação que será investigada.
  • Reúna evidências sobre dificuldades e comportamentos.
  • Separe o que foi observado das interpretações da equipe.
  • Formule o problema e explicite suas restrições.
  • Explore alternativas e escolha uma hipótese para testar.
  • Construa um protótipo adequado à pergunta.
  • Registre o aprendizado e decida o próximo passo.

O resultado esperado de cada ciclo é uma decisão mais informada. Algumas ideias serão ajustadas; outras podem ser abandonadas. Registrar por que isso aconteceu evita repetir as mesmas discussões no projeto.

Cursos e caminhos de formação em Design Thinking

Para começar, procure uma formação que explique a abordagem e permita exercitar investigação, definição de problemas e experimentação. Para aprofundar, escolha atividades ligadas ao contexto em que pretende aplicar o aprendizado.

Confira os pré-requisitos, as atividades e as condições de participação de cada opção. A escolha deve acompanhar a competência que você deseja desenvolver e as oportunidades de colocá-la em prática.

Conheça os cursos de Design Thinking da CTA

Solucione problemas de forma criativa e centrada no ser humano. Esta categoria oferece conteúdos que te colocam em ação com o Design Thinking, explorando empatia, ideação, prototipagem e testes em contextos reais. Ideal para inovadores, educadores, gestores e profissionais que lideram mudanças.

Perguntas frequentes sobre Design Thinking

Design Thinking é apenas para designers?

A abordagem pode envolver profissionais de diferentes áreas. O trabalho exige disposição para investigar, colaborar e revisar interpretações diante das evidências.

Preciso fazer todas as etapas em toda aplicação?

Os modelos orientam o trabalho, mas a aplicação depende do desafio. Adaptações precisam preservar a investigação e a avaliação das hipóteses, evitando que a atividade se limite a produzir ideias.

Um mapa de empatia preenchido já comprova as necessidades do cliente?

Não. O mapa organiza informações e hipóteses. É necessário identificar de onde vieram e quais ainda precisam ser investigadas.

Design Thinking garante inovação?

Nenhuma abordagem garante um resultado inovador. A qualidade da investigação, as condições de execução e o aprendizado com os testes influenciam o que a equipe consegue desenvolver.

Como relacionar Design Thinking a projetos de software?

Use a investigação para compreender necessidades e testar alternativas. Depois, conecte o aprendizado a requisitos, decisões de projeto, desenvolvimento e avaliação. Você também pode explorar o CTACast Projeto de Software: da ideação ao MVP.

Comece com uma pergunta melhor

Antes de escolher uma ferramenta ou pedir uma solução, investigue quem enfrenta o problema, como ele se manifesta e o que precisaria mudar. Uma pergunta bem formulada pode orientar decisões que a equipe ainda não havia considerado.

Conheça as formações relacionadas nesta página ou converse com a equipe da CTA sobre seus objetivos de aprendizagem.